Igor Manetti • CRP 06/122183
Essa é uma indagação que, em psicanálise, já se sabe que não é assim tão simples de se dizer. O eu que pensa – e diz quem é – não é o eu que é, problematizou Lacan. No entanto, uma coisa podemos dizer sobre quem se é. Somos todos frutos de uma história. Uma história que contamos e recontamos. Vezes com arestas aparadas aqui, vezes com furos ali, essa história nunca diz tudo, mas diz alguma coisa.
Resta então um breve recorte para me situar diante de você que está passando por aqui. Psicanalista é meu ofício, mas não foi na psicanálise que encontrei a Psicanálise. Esse percurso começou em uma graduação em Publicidade e Propaganda que, insatisfeito, levou-me à psicoterapia. Lá decidi cursar um semestre de Psicologia depois de perceber que muito me atraía a disciplina de Psicologia do Consumidor. A aposta foi paga e esse semestre virou outra graduação. Foi aí que encontrei a Psicanálise, essa área de saber. Daí em diante, essa direção me foi colocada. Inúmeros cursos extracurriculares e o início da Formação no Centro de Estudos Psicanalíticos, onde permaneço até hoje fazendo uma formação continuada e participando da Rede de Atendimento da instituição. Já a psicanálise mesmo, acredito que a encontrei quando me percebi analisante. Foi na minha análise pessoal que compreendi o que era essa coisa que Freud chamou inconsciente.

e especialidades
Isso que Freud chamou inconsciente é o que diferencia tanto a Psicanálise. Não são poucos aqueles que se percebem motivados por algo que não é bem consciente. Uma repetição, um ato falho, uma impulsividade e tantas outras experiências. Muitas delas levam a sofrimentos. Impasses, dificuldades em relacionamentos, ansiedade, angústia; a lista é extensa. O analista será aquele que irá escutar essa história, seguirá esse fios e direcionará o analisante a cada um desses nós que causam sofrimento. Deles, em seus limites mais sensíveis, emergem possibilidades que, em tempo, não poderão ser ignoradas. E a cada nó que se desfaz, uma possibilidade de laço se refaz. “Nenhuma terapia dinâmica pode alterar os fatos de uma vida, mas pode, isso sim, alterar a narrativa dos fatos – e talvez isso seja decisivo”, disse Contardo Calligaris, psicanalista italiano radicado no Brasil. O inconsciente é a soma dessas histórias, umas sobre as outras, desde as mais primordias às mais atuais. Ele media a relação de cada um consigo mesmo, com os outros e com tudo o que é eleito importante durante a vida. Aquele que se encontra na Psicanálise e segue seu fio, em seu tempo saberá como puxá-lo, como desnodá-lo quando necessário e como costurá-lo na sua própria tecitura.
Cá estou estudando e atendendo há 12 anos e não conseguiria descrever aqui todas as temáticas pelas quais já me debrucei. Ao lado, encontra-se algumas delas. Mas em resumo, sigo com Lacan. A angústia é o afeto que não mente e, onde há sofrimento, seja qual for a forma em que ela se pronuncie, minha escuta e meu desejo de analisar estarão à disposição.
Se se sentir alinhado ou que há nós dos quais quer se desatar, estou à disposição.
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